Publicação: 1 de julho de 2026Categorias: Notícias

As Catadoras de Mangaba realizaram um grande abraço simbólico ao território de Capoã, Barra dos Coqueiros, reafirmando que defender a terra é defender a vida, a cultura e a memória de um povo. Destinada às Mulheres Mangabeiras pela Lei Municipal nº 859/2017, a área representa uma importante conquista coletiva, resultado de anos de luta em defesa dos territórios tradicionais e como forma de reparação pelas perdas provocadas pela expansão imobiliária e pela ocupação das restingas, ambiente do qual dependem para viver, trabalhar e manter seus modos de existência.

Hoje, porém, esse patrimônio socioambiental volta a enfrentar ameaças. Os desafios colocados ao território evidenciam a urgência de proteger um dos poucos espaços ainda capazes de preservar a mangabeira, fortalecer o extrativismo sustentável e manter viva a cultura das catadoras para as futuras gerações. O ato reuniu lideranças comunitárias, instituições, pesquisadores, jornalistas, organizações da sociedade civil e articuladores dos campos ambiental e cultural, reafirmando que a defesa dos territórios tradicionais é uma responsabilidade coletiva.

“Manifestamos nosso apoio às Catadoras de Mangaba, reconhecidas pela Lei Estadual nº 7.082/2010 como grupo culturalmente diferenciado. A proteção de seus territórios não constitui apenas uma medida de conservação ambiental, mas uma condição indispensável para garantir seus direitos, sua autonomia, sua memória, (re)existência e bem viver”, informa o texto divulgado no Instagram das Catadoras de Mangaba.

Sem território não há cultura. Sem restinga não há mangaba. Sem as mulheres mangabeiras perde Sergipe uma de suas mais importantes expressões de patrimônio cultural e socioambiental.