Os professores do ensino médio do Instituto Pedagógico de Apoio à Educação do Surdo de Sergipe (Ipaese) ainda estão em greve em protesto ao atraso no pagamento dos salários. A instituição alega ter valores a receber do Governo do Estado, por meio de parceria firmada, mas que esses valores ainda não foram liberados.
A reportagem de Karla Pinheiro, do Portal Infonet, informa que a manutenção do ensino médio para o próximo ano depende da continuidade da parceria com o Estado. A diretora presidente do Ipaese, Ana Lúcia Nunes, explica que existe uma parceria firmada entre a Secretaria de Estado da Educação, Esporte e Cultura (Seduc) e a instituição, através de termo de fomento com validade de um ano encerrado em junho de 2019. A questão, segundo a presidente, é que o recurso não foi totalmente repassado.
Além disso, Ana Lúcia afirma que infelizmente no ensino público não há inclusão dos surdos. Ela explica que o Estado contrata intérprete de Libras para atuar nas salas de aula das escolas públicas, mas que a maioria dos surdos não sabem libras. “A maioria dos surdos são criados em família de ouvintes, então é na escola e no convívio com outros surdos que eles aprendem libras. No Ipaese a disciplina de libras é inserida na educação dos alunos em todas as séries, durante todo o processo educacional. Como somos uma escola bilíngue, os alunos têm libras como língua principal e o português escrito como segunda opção. Todas as disciplinas são ensinadas em libras e português escrito”, ressalta.
A Seduc informa que o convênio que tem duração de 12 meses e venceu em 13 de julho. Foram feitos três repasses, e segundo a secretaria, a prestação de contas da instituição está em análise, e assim que for concluída, será pactuado um novo convênio. A Seduc informa ainda que o Ministério Público Estadual (MPE) está acompanhando o termo de fomento firmado entre o Governo e o Ipaese. Informações: (79) 3211-0938.


