O Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Sergipe (CAU/SE) divulgou um Nota lamentando os fatos ocorridos na Ocupação das Mangabeiras, localizada no bairro 17 de Março, quando os moradores foram removidos da área e tiveram suas moradias demolidas, em meio à situação de enfrentamento da pandemia.

“Importante citar que esta ocupação foi iniciada em 19 de setembro de 2014 pelo Movimento Organizado dos Trabalhadores Urbanos (Motu), com a construção de várias moradias em situação precária, em um terreno sem oferta de infraestrutura. Inclusive, muitas mulheres trabalham para garantir a sobrevivência em uma cooperativa de produção de doces, utilizando frutos das mangabeiras que dão significado ao nome da ocupação, criado pelos próprios moradores. Entretanto, esta área, que pertencia a União, foi concedida à Prefeitura Municipal de Aracaju para implantação de um conjunto habitacional, anunciado pela gestão em seu site, como Conjunto Habitacional Irmã Dulce dos Pobres, com 1.102 casas.

Para esta construção, os moradores foram removidos do local e transferidos para outras moradias, por meio de subsídio do Aluguel Social, e suas casas foram imediatamente demolidas. Porém, segundo relatos de moradores, nem todas as famílias foram cadastradas para retornar ao futuro conjunto, sendo que, das mais de 1.000 famílias existentes, 836 serão contempladas com moradias e mais 266 outras famílias que moram em outros locais e que já recebiam auxílio-moradia há mais tempo.

Questiona-se então, como foram acolhidas/auxiliadas as demais famílias que não serão contempladas com casas?”, diz parte da Nota. Informações: www.cause.gov.br.