Programa Uma Terra e Duas Águas inicia construção de barragens subterrâneas no semi-árido sergipano

Os sergipanos do sertão em breve poderão conferir os resultados do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2). As obras das primeiras barragens subterrâneas terão início na primeira quinzena de setembro. O objetivo das barragens é captar e armazenar água da chuva para irrigação da agricultura das famílias sertanejas em épocas de estiagem.

Cinco barragens serão construídas nessa primeira etapa do programa, chamada de fase demonstrativa. As comunidades que receberão as barragens serão povoados Lagoa da Volta (no município de Porto da Folha), Lagoa do Tubi e Bela Vista (Gararu) e Santa Rosa (Poço Redondo). Cada comunidade terá uma barragem comunitária, a exceção de Santa Rosa que terá duas. Ao todo, 50 famílias serão beneficiadas.

"Não só de água para consumo humano dependem essas populações. Para garantir a produção agropecuária dessas famílias é que se desenvolveu o P1+2", afirma Dayvid Souza, coordenador do programa em Sergipe. O ‘1′ significa terra suficiente para garantir a segurança alimentar e nutricional das famílias. O ‘2′ corresponde às duas formas de utilização da água: uma potável, já garantida pelo P1MC, e outra para irrigação da agricultura das famílias, de forma essas possam viver dignamente.

Sobre o P1+2

O P1+2 é uma ação da Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA Brasil), um fórum de entidades ligadas à elaboração de políticas e estratégias de convivência sustentável com esse ecossistema. Uma dessas ações é o Programa Um Milhão de Cisternas Rurais (P1MC), que já ajudou mais de 200 mil famílias na construção de cisternas para uso humano em 11 estados com regiões inseridas no sertão. 

A fase fase demonstrativa do P1+2 teve início em janeiro de 2007, com atuações em dez estados: Sergipe, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Piauí, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Em terras sergipanas, o programa é gerido pela Cáritas da Diocese de Estância, com articulação da Rede de Tecnologia Social (RTS) e conta com parcerias da Fundação Banco do Brasil e Petrobras.